Há temporadas que dão vontade de desligar o motor. E depois há Fernando Alonso. Prestes a completar 45 anos, o espanhol está passando por uma temporada de 2026 particularmente complicada… mas para ele está fora de questão falar em aposentadoria.
Na Aston Martin, o diagnóstico é duro. O AMR26 simplesmente não está à altura. Falta de desempenho, confiabilidade frágil, dificuldades tanto em uma volta quanto na corrida: o pacote está longe das expectativas.
Resultado concreto: Fernando Alonso só chegou ao final da corrida uma vez nesta temporada, no Grande Prêmio do Japão, com um modesto 18º lugar. É como dizer que a famosa 33ª vitória — que escapa ao bicampeão mundial desde 2013 — parece hoje uma miragem.
Aposentadoria? Não está nos planos
Nesse contexto, a pergunta surge inevitavelmente: até quando?
A resposta de Alonso é clara. Ele ainda não sabe quando vai parar, mas uma coisa é certa: não será tão cedo, afirmou ele no histórico Grande Prêmio de Mônaco.
“Não sei se vou continuar. É difícil prever o futuro. Adoro correr, adoro o que faço. Disputei minha primeira corrida aos três anos e agora tenho 44. Portanto, estou ao volante há 41 anos. Acho que o momento em que vou parar de competir será uma decisão difícil e dolorosa de aceitar. O futuro dirá, eu vou sentir. Mas, por enquanto, não tenho a impressão de que esse momento tenha chegado; sinto-me competitivo e motivado. Fico feliz quando estou ao volante. Espero, portanto, que esta temporada não seja a minha última na Fórmula 1”, declarou ele ao Automobile Club de Mônaco.
Sempre motivado pela competição, ele continua se divertindo ao volante. E para um piloto que passou mais de 40 anos competindo, isso não é um detalhe.
Fernando Alonso ainda está incerto sobre seu futuro na F1 🫣👀#GrandPrixMonacoHistorique #MonacoCircuit pic.twitter.com/6BF1rakEl0
— Automobile Club de Monaco (@ACM_Media) 25 de abril de 2026
Sempre o mesmo fogo interior
Apesar dos resultados, nada parece abalar sua motivação. Nem o desempenho em baixa, nem os problemas técnicos, nem mesmo o passar do tempo.
Alonso continua fiel a si mesmo: exigente, lúcido, mas sempre pronto para lutar, mesmo no fim do grid. Uma mentalidade rara, especialmente depois de mais de 400 Grandes Prêmios disputados.
Uma decisão que virá… mas não agora
O espanhol sabe: o dia em que tiver de parar será difícil. Mas ele prefere esperar pelo momento certo, aquele em que a vontade não estiver mais lá.
Por enquanto, claramente não é o caso. E enquanto essa chama permanecer acesa, nem mesmo uma temporada complicada será suficiente para apagá-la.