Depois de conquistar seu quarto campeonato, Lewis Hamilton se junta a Sebastian Vettel e Alain Prost, que têm três títulos cada, enquanto Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher continuam ocupando os primeiros lugares do ranking. O piloto britânico detém, no entanto, vários recordes na Fórmula 1.
«Os recordes existem para serem batidos», afirmou Sebastian Vettel após a primeira vitória de Max Verstappen em Espanha na temporada passada, que valeu ao holandês o título de mais jovem vencedor de uma corrida.
Lewis Hamilton levou essa frase a sério, pulverizando o recorde de pole positions que antes pertencia a Michael Schumacher (68) e Ayrton Senna (65). Suas 72 poles, um número que só vai aumentar à medida que a temporada avança, são agora a nova referência, tanto em termos de velocidade pura em uma volta quanto em número. Ele também lidera a classificação de largadas na primeira fila, com 117 em seu currículo. Graças ao sistema de pontos mais generoso introduzido nos últimos anos, o tetracampeão mundial agora detém o recorde de maior número de pontos marcados, com 2.580, deixando Vettel quase 400 pontos atrás dele. Hamilton não mostra sinais de desaceleração; ele nunca terminou abaixo do quinto lugar no campeonato (as únicas exceções foram 2009 e 2011), e várias etapas importantes ainda estão ao seu alcance.
Embora igualar as 91 vitórias de Michael Schumacher ainda pareça um sonho distante, as 62 vitórias de Hamilton poderiam, em teoria, atingir esse número se ele mantivesse um ritmo de dez vitórias por temporada durante os próximos três anos. O desafio, porém, é permanecer no topo em um ano em que a Ferrari e a Red Bull apresentam um progresso impressionante. As voltas mais rápidas não são o forte de Hamilton. Com 38 voltas rápidas em seu currículo, ele está atrás de Kimi Raikkonen (45) e muito atrás de Schumacher (77), que permanece inigualável. O recorde de número de pódios parece, no entanto, mais acessível. Schumacher soma 155 pódios, enquanto Hamilton já conta com 116. Com um calendário de cerca de 20 corridas por ano e sua forma atual, o britânico pode muito bem diminuir essa diferença.