Há duas décadas, Olivier Panis venceu o Grande Prêmio de Mônaco.

Há duas décadas, Olivier Panis venceu o Grande Prêmio de Mônaco.
Crédito: FanF1

Há vinte anos, Olivier Panis conquistou sua única vitória na Fórmula 1 em Mônaco, controlando habilmente as condições dramáticas da corrida.

O Grande Prêmio de Mônaco, sob uma chuva torrencial, transformou-se em uma prova de resistência, e foi um francês pouco conhecido que saiu vitorioso. Olivier Panis, que largou na 14ª posição em seu modesto Ligier-Mugen-Honda, sobreviveu a uma primeira metade de corrida caótica para conquistar sua única vitória na Fórmula 1 no circuito mais prestigiado do esporte.

O drama começou no sábado, quando Michael Schumacher, recém-saído de sua primeira temporada com a Ferrari, conquistou a pole position — sua segunda consecutiva depois de Imola — antes de acabar nas barreiras na entrada do túnel logo na primeira volta. O abandono precoce do alemão permitiu que Damon Hill, que esperava repetir o triunfo de seu pai Graham em Mônaco em 1969, assumisse a liderança. No entanto, o Williams-Renault de Hill pegou fogo no túnel na metade da corrida, deixando Jean Alesi na liderança. Ao volante da Benetton-Renault do atual campeão mundial, Alesi parecia pronto para dar um salto. Apelidado de “Poulidor da F1” por causa de seus muitos segundos lugares, o francês finalmente tinha a chance de adicionar uma vitória prestigiosa ao seu palmarés. Mas a 20 voltas da chegada, a suspensão do seu carro cedeu, obrigando-o a abandonar e abrindo caminho para Panis. A ascensão de Panis foi tudo menos fácil. Ele passou as primeiras etapas preso atrás de um pelotão que incluía Eddie Irvine (Ferrari) e Heinz-Harald Frentzen (Sauber). O momento decisivo chegou na volta 34, na curva Loews, onde Panis conseguiu ultrapassar Irvine e assumir o controle da corrida. Enquanto a pista secava, sua equipe escolheu a estratégia certa de pneus e ele evitou as muitas armadilhas que derrubaram muitos de seus rivais.

Problemas mecânicos e erros de pilotagem reduziram consideravelmente o número de participantes. Entre os abandonos, estão Gerhard Berger (Benetton), Rubens Barrichello (Jordan), Jacques Villeneuve, Martin Brundle (Jordan) e o próprio Irvine. Na última volta, apenas quatro carros ainda estavam na pista.

O pódio reservou uma surpresa. Panis cruzou a linha de chegada em êxtase, com seu Ligier finalmente recompensado após uma longa carreira marcada por fracassos por pouco. David Coulthard, da McLaren, que passou a corrida com um capacete emprestado por Schumacher devido a um problema de ventilação no seu, terminou em segundo lugar. Johnny Herbert completou o pódio, com os dois pilotos tendo largado à frente da Ligier no início do dia.

O triunfo de Panis viria a ser sua única vitória em um Grande Prêmio. Um grave acidente na temporada seguinte pôs fim ao que parecia ser uma trajetória ascendente, tornando a vitória de 1996 em Mônaco um momento único e inesquecível na história da F1.